Existem animais com Síndrome de Down?

Existem animais com Síndrome de Down?

Sim. “Primatas com um cromossomo extra equivalente ao cromossomo 21, que causa a síndrome de Down nos humanos, já foram identificados”, afirma o pesquisador Charles J. Epstein, da Universidade da Califórnia, em São Francisco. Os portadores da síndrome de Down – cerca de uma pessoa a cada 800 nascimentos – apresentam três cromossomos 21, em vez de apenas um par. Em outros mamíferos, a incidência dessa alteração genética, também chamada de trissomia, é rara.

O caso mais famoso é o da chimpanzé Jama, nascida em 1968, nos Estados Unidos, que não resistiu e morreu 18 meses depois – os chimpanzés saudáveis vivem até 50 anos. O cromossomo extra de Jama provocou baixo tônus muscular, desenvolvimento neurológico atrasado e doenças do coração congênitas – manifestações comuns em humanos com Down. Os chimpanzés têm 24 pares de cromossomos, contra 23 dos humanos.

Hoje, os cientistas conseguem induzir trissomias em ratos de laboratório desde a gestação dos animais. Segundo Roger Reeves, professor de Fisiologia da Universidade de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, “essas pesquisas com ratos podem identificar caminhos para reduzir a incidência de câncer, doenças do coração congênitas e talvez até do mal de Alzheimer em toda a população, e não apenas em quem tem síndrome de Down”.

A síndrome de Down, tanto em humanos quanto nos animais, não tem cura. No nosso caso, tratamentos médicos e educacionais servem para prevenir e amenizar os sintomas causados por ela e possibilitar que os pacientes possam levar uma vida normal.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/existem-animais-com-a-doenca

As sete vidas felinas: descubra como surgiu essa lenda

A lenda das sete vidas felinas é algo que se perdura com os passar dos séculos. Não é novidade que o comportamento dos gatos provoque a curiosidade das pessoas que acreditam na possibilidade de haver algo especial e místico na vida dos felinos. A própria estrutura física desse incrível animal já demonstra a capacidade dos felinos em poder superar obstáculos que seriam impossíveis de serem vencidos, em relação aos outros animais. O formato esguio evidenciando a elasticidade felina.

A idade média, a idade das trevas

A lenda das sete vidas felinas teve sua origem na idade média, sem uma data exata de início. Os gatos foram associados a bruxas por séculos, sempre sendo relacionados a magia e a poderes malignos; destacavam-se porém, os gatos pretos por possuírem um aspecto um tanto quanto estranho e sombrio na visão daquela época. A lenda em torno dos felinos e suas sete vidas, bem como sua associação com o mal, chegou a um ponto tão crítico, onde até mesmo o papa Inocêncio VIII definiu os indefesos bichanos como seres hereges na inquisição no século XV.

Mas a admirável crença nas sete vidas dos gatos não está somente ligada a sentimentos negativos e sim de adoração e paixão absoluta pelos felinos como no antigo Egito, onde eram associados aos deuses, e possuíam nove vidas ao invés de sete, como na idade média.

Maomé, sete vidas, sete maneiras de amar

O profeta Maomé apreciava a doce companhia dos felinos e em seus provérbios citava sobre as sete possíveis vidas dos mesmos; as histórias relacionadas à sua vida relatam um sentimento especial por uma caprichosa gata.

A lenda das sete vidas felinas ainda será algo que continuará fascinando as próximas gerações, ela nunca será esquecida com o passar do tempo, porque na verdade as sete vidas nunca chegam ao seu final, elas são uma forma onde os felinos encontraram sua maneira única de se obter a eternidade nos corações daqueles que serão seus eternos súditos no reino de seu fascinante mundo.

Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br/gato/sete-vidas-felinas/

Pode dar chocolate para cachorro?

Sempre que o assunto é petiscos para cães, começa a discussão sobre dar chocolate para cachorro ou não. Enquanto alguns insistem que é só um agrado, outros defendem que o chocolate não faz bem aos pets e nem ao menos é o petisco preferido deles como é o nosso. Mas, afinal, quem está certo neste debate?

A verdade é que dar chocolate para cachorro pode significar danos sérios à saúde dos cães, pelo simples fato de que o chocolate possui algumas toxinas que, enquanto não fazem mal algum a nós, podem ser fatais aos nossos pets.

Enquanto para grande parte dos seres humanos o chocolate é tido como petisco preferido, não podemos deixar de nos lembrar de que os cachorros possuem um organismo completamente diferente do nosso, portanto, seus gostos, necessidades e intolerâncias também são diferentes dos nossos.

A grande responsável pela intoxicação por  nos pets (gatos estão inclusos e também devem ser mantidos longe dos chocolates) é uma substância chamada teobromina, que está presente no cacau utilizado para a fabricação do chocolate. Enquanto o nosso organismo é capaz de absorver a teobromina, o organismo canino não é, fazendo com que ocorra um acúmulo da substância e levando à intoxicação.

Nos cães, a teobromina é capaz de provocar crise alérgica, tremores, convulsões, aumento da pressão arterial, arritmia e taquicardia. Em grandes quantidades, pode levar o pet à morte, sendo válido lembrar que a quantidade considerada fatal varia de acordo com o porte do cachorro; uma quantidade mínima pode ser inofensiva, dependendo de seu porte, mas, na dúvida, é sempre melhor não arriscar e optar por petiscos que não tragam riscos à saúde do seu amigão. Existem, inclusive, opções de chocolates especiais para cachorros, que não envolvem riscos à saúde e podem ser encontrados na pet shop mais próxima da sua casa.

Em tempo, os níveis de teobromina variam de acordo com o tipo de chocolate, sendo que o chocolate branco, por conter pouquíssima quantidade de cacau, possui uma quantidade de teobromina muito menor do que os chocolates tipo meio amargo e amargo, que são feitos com uma dosagem maior da fruta. Repetimos que, na dúvida, não arrisque! Existem outras opções apetitosas para o seu pet saborear.

Especialistas ainda afirmam que alguns cães podem ser intolerantes à lactose, presente no leite utilizado para a fabricação do chocolate.

Meu cachorro roubou chocolate! E agora?

Principalmente em época de Páscoa e outras festas, é comum que o consumo de chocolate da casa aumente consideravelmente e, como consequência disso, é ainda mais fácil de o seu cachorro se aproveitar de um minuto de distração para roubar um pedaço de chocolate. Acidentes acontecem, mas vale o alerta de que devemos ter cuidado redobrado nestas ocasiões.

No caso de a ingestão ter sido inevitável, os sintomas da intoxicação tendem a aparecer de seis a doze horas após o chocolate ter sido ingerido. Inicialmente, o seu cachorro pode começar a beber mais água do que de costume, além de apresentar vômitos, diarreia, abdômen inchado e uma agitação fora de costume.

Depois disso, pode começar a surgir aumento da quantidade de urina, dificuldade de movimentação, desordem de comportamento, tremores e um estado de apreensão. Em seguida, ocorre o aumento dos batimentos cardíacos, respiração acelerada, mucosas roxas (conhecido como cianose, que é a falta de oxigenação), hipertensão e aumento da temperatura.

Por fim, o quadro pode evoluir para queda da temperatura e da pressão sanguínea, levando ao coma e, em seguida, à morte. Além de todos esses efeitos causados pela teobromina, é preciso lembrar que o chocolate é rico em gordura, o que pode causar danos importantes ao pâncreas do cachorro.

Apesar de complicado, o tratamento é possível, portanto não hesite em levar o pet ao veterinário assim que você começar a perceber os sintomas e desconfiar que ele roubou um pedaço de chocolate. O tratamento consiste em estabilizar as funções vitais do organismo do cachorro, de acordo com os sintomas que ele estiver apresentando.

Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/dar-chocolate-caes/